Ao começar o ensino médio, uma surpresa: encontrei muitos colegas dos tempos de primário, da outra escola. Desde o primeiro dia, puderam ver muitas diferenças em mim. Eu não era mais um menino tão frágil e calado, muitas outras mudanças ocorreram durante esse tempo, em especial com relação à minha dedicação ao estudo. Comecei a fazer um curso no sindicato dos metalúrgicos de Contagem, mas não fiquei por muito tempo.
O primeiro ano foi marcado pelo ganho da habilidade de fazer novos amigos, eu toinha certa dificuldade anteriormente, mas aquela velha timidez foi perdendo suas forças de forma tão imediata que eu mal pude notar. Eu já não era mais o mesmo Igor que tinha dado os primeiros passos na vida estudantil.
O segundo ano
Esse ano para mim foi um marco quase negativo, a sala estava extremamente cheia para acomodar os alunos com espaço digno. Eu não era uma aluno muito frequente, por isso, não tinha lugar fixo. Às vezes, eu me sentava atrás da porta da sala.
Eu não vinha me dedicando bem o suficiente, acabei pegando recuperações, duas delas, uma em biologia e a outra em história, custaram-me as temidas dependências, uma mancha em meu histórico escolar.
A dependência era uma recuperação no ano seguinte à reprovação, e foi justamente isso o que me aconteceu. Mas nem tudo era tristeza nessa fase da vida, uma vez que era ano de formatura. Não tivemos uma grande festa para por parte de nós alunos.
Terminei o terceiro ano enquanto dava meus primeiros passos no mercado informal de trabalho. Sou filho de pedreiro, e foi com meu pai que comecei a trabalhar. Estudava de manhã e trabalhava à tarde, aos sábados trabalhava o dia inteiro.
A falta de leitura, de conhecimento de mundo e a falta de esperança impediram-me de prestar vestibular ou pleitear vaga no PROUNI. Eu procurava meu primeiro emprego de verdade, mas não sabia o que queria ser como profissional, pois embora formado, e pensando que tinha em meu segundo grau completo as chaves para a entrada no mercado de trabalho, escrevia tão mal como um principiante no estudos morfossintáticos. Jamais pensaria naquela época em fazer letras, ainda que dominasse bem as estruturas da língua inglesa.
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